Busca de Novos Nomes de Deus

buscadeusI. Crítica das imagens masculinas de Deus

1. SE DEUS É MASCULINO, O MASCULINO É DEUS."

Mary Daly,1971. Después de la muerte de Dios Padre.

"A tradição judeo-cristã serviu para legitimar a sexualmente desequilibrada sociedade patriarcal. Assim, por exemplo, a imagem de Deus Pai... ajudou a este tipo de sociedade, permitindo que os seus mecanismos de opressão para as mulheres pareçam correctos e adequados.

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Situação Eclesial Actual Das Famílias Carismáticas

familias1. BASE ECLESIAL DAS FAMÍLIAS CARISMÁTICAS.

O dinamismo que está a mover hoje as famílias carismáticas encontra plena compreensão e justificação ao situá-lo no contexto da Igreja que sucedeu ao Concílio Vaticano II. Teologicamente, esse dinamismo resume-se na expressão: Comunhão para a Missão e manifesta-se sociologicamente, entre outras formas, no fenómeno associativo que une aos membros de uma Congregação religiosa e os leigos num mesmo carisma e ao serviço da mesma missão.

Em primeiro lugar, há que valorizar em si mesmo o facto de "se associar para a missão". Não é um fenómeno novo na história da Igreja, mas sendo certo, como reconhece o documento Christifideles laici (nº 29) que "nos tempos modernos este fenómeno experimentou um singular impulso e viram-se nascer e difundir múltiplas formas agregativas: associações, grupos, comunidades, movimentos". De tal maneira que o mesmo documento fala de "uma nova época associativa dos fiéis leigos", e Vita consecrata, ao referir-se à participação dos leigos no carisma dos Institutos de consagrados, fala de "um novo capítulo, rico de esperanças, na história das relações entre as pessoas consagradas e o laicado" (VC 54).

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Projectos pastorais: o que sim e o que não

projepastoraisJesús Rojano es

Coordinador de Pastoral en la obra Salesianos-Atocha (Madrid)

SÍNTESE DO ARTIGO

O artigo aponta que o problema pastoral é o problema da manhã do dia seguinte, i. e., a necessidade de passar de uma pastoral de ações pontuais a uma pastoral de processos. Analisa o clima atual de mal-estar e decepção perante a tarefa repetitiva de preparar e elaborar projetos, e apresenta os elementos essenciais de um bom projeto pastoral.

Se não sabes para onde vais,

acabarás noutro lado

Laurence J. Peter (1919-1990 ), poeta canadiense

1. O problema da manhã do dia seguinte

Conta Peter Berger no sugestivo livro Una gloria lejana [1] que as grandes religiões da Humanidade ou seus movimentos importantes de reforma nasceram de uma experiência luminosa e arrasadora, quase esmagadora, vivida por um grupo reduzido de pessoas –amiúde uma só- e que tem lugar de noite. "De noite", isto é: fora do ritmo normal diário; quando o mundo está detido e se pode dedicar todo o tempo a encontrar-se cara a cara com essa Presença que tudo fundamenta e abrange; às escondidas e à margem da sociedade e suas instituições... Com efeito, de noite:

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Partilhar Carisma E Missão

carismamissaoCaminhos Para Partilhar Carisma E Missão Na Educação

Antonio Botana, fsc

1. PARTILHAR CARISMA E MISSÃO

Há pouco mais de 20 anos começávamos a utilizar na Igreja, e mais concretamente no mundo das congregações religiosas dedicadas à educação, a expressão "missão partilhada". Hoje, no entanto, ampliamos a expressão no título da reflexão [...]: "partilhar carisma e missão". Trata-se apenas de uma precisão linguística, ou há aqui um novo significado que pode apontar-nos também novos caminhos nesta "partilha" entre religiosos e leigos, no mundo da educação?

Quando falamos de "missão partilhada" sucede frequentemente que a realidade a que nos referimos não passa de uma tarefa partilhada, ainda que essa tarefa seja a educação, inclusive a educação cristã. E é mais frequente ainda que a partilha se limite ao interior das paredes de uma escola, sem que se alcance a comunidade religiosa, ou sem que a responsabilidade dos que partilham a missão se sinta tocada pelos apelos que procedem da missão, fora dessa obra educativa.

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Identidade E Ministério Do Educador Cristão

educristaoIdentidade e Ministério: a identidade alude ao “ser”; o ministério alude ao “ser em acção, com relação aos outros”. Ministério é mais que “função”: é “identidade em acção”. Portanto a acção realizada exteriormente pela pessoa, enquanto a pessoa não se identificar com essa acção, não se pode falar de ministério.

1. A IDENTIDADE DO EDUCADOR.

1.1       Os níveis da identidade do educador.

            Para poder falar do ministério e identidade do educador cristão é necessário que tenhamos em conta o “substrato”: a identidad do educador. Esta desenvolve-se em três níveis.

            a) O primeiro nível em que se pode viver a identidade do educador situa-se no plano biológico-laboral: Corresponde à necessidade de "fazer" ou trabalhar para poder viver, para poder satisfazer as necessidades primárias do homem. Dá lugar ao "trabalhador do ensino".

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A Espiritualidade Do Educador

espeducadorO olhar de um coração iluminado

Antonio Botana, fsc

1. "DIZ-ME: O QUE VÊS?". O EDUCADOR FACE AO ALUNO

O educador é um mediador, seja consciente disso ou não. O mediador na aprendizagem do aluno, mas também na integração deste na sociedade. Mas, que tipo de mediação exerce? É fundamental colocar-se esta pergunta, que está muito relacionada com o tipo de espiritualidade que dá sentido ao meu afazer. Por isso vamos chamá-la aqui "espiritualidade da mediação".

A espiritualidade da mediação começa no olhar do educador. O aluno está aí, em frente, e o nosso olhar dirige-se a ele. Dizer "olhar" é como dizer "o espírito" com que contemplamos os nossos alunos. A espiritualidade do educador não se estabelece à parte do seu ofício mas justamente nele, ou mais exactamente, nas relações que este implica.

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Ser A Pessoa Que Quero Ser

serapessoasAlberto, 29 anos, trabalha e estuda. Aspira fazer um curso de gerente e posicionar-se numa empresa líder na sua marca. Crê que está bem encaminhado nos seus planos profissionais. Deixou de fazer desporto há dois anos, na mesma altura em que deixou de fazer férias. Vê o filho de seis meses, 15 minutos, de manhã, antes de partir par o escritório. Quando regressa a casa, geralmente depois das 10 da noite, Sebastião já está a dormir. Dedica os fins –de- semana ao estudo.

Ana Maria, 36 anos, trabalha na gerência de sistemas de uma multinacional. Produto de um processo de fusão, trabalha, há 8 meses, uma média de 60 horas semanais, incluindo sábados e alguns domingos. A área em que trabalha é responsável por consolidar os sistemas das empresas fundidas. A incerteza é crescente, e apesar de tanto esforço, não tem nenhuma certeza de que lhe assegurem o emprego. Sabe com certeza é que, nos próximos meses, 80% do pessoal da área sairá da empresa.

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Reconhecer a Nossa Sombra

sombraPara chegar a ser pessoas íntegras, necessitamos de incorporar, na nossa realidade consciente, a parte escura da nossa personalidade, da nossa família, do nosso grupo. É algo tão nosso como a parte luminosa, atractiva que nos preocupamos em mostrar aos outros.

A nossa sombra é como uma segunda personalidade que habita em nós; é uma parte primitiva, instintiva e temida por nós, seja pela sua intensidade, seja porque a julgamos inadequada.

A nossa sombra está constituída por tudo aquilo que não queremos ser ou que gostaríamos de fazer, mas não nos atrevemos a declará-lo. É por isso que o controlamos e o rejeitamos - para que os outros não reparem que o temos.

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O Respeito

respeitoJunto com a hospitalidade e a convivência, é indispensável o respeito a cada pessoa humana, a outros povos e culturas, tradições e religiões, a todos e cada um dos seres. Por mais pontos em comum que se descubram por profunda que seja a convivência, sempre há arestas, perspectivas e dimensões do outro que, ou não compreendemos, ou nos resulta difícil aceitar, ou simplesmente produzem-nos extranheza e desagradam-nos.

É nesse momento que tanto o respeito pela diferença como a tolerância devem imperar como atitudes imprescindíveis para poder estar juntos na mesma Casa Comum.

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Notas sobre Inteligencia Emocional

intelemocionalAs relações interpessoais são fundamentais para o nosso desenvolvimento pessoal, ajudam-nos a crescer cognitiva e socialmente para conformar a nossa própria identidade. À medida que interagimos com outros, percebemos as suas respostas e recebemos a retroalimentação do modo como nos percebem e, assim, aprendemos a ver-nos tal como nos vêem os outros e a ter um quadro mais claro e preciso de nós mesmos.

Também dependemos dos outros, quando tentamos entender o mundo que nos rodeia, quando tentamos determinar o que é real daquilo que o não é. Para dar um significado à realidade, necessitamos de partilhar as nossas percepções e reacções com as outras pessoas e de poder compará-las com o é experimentado pelos outros.

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