Viver Ressuscitados

02É viver à maneira de Jesus

Viver ressuscitados é crer na Vida que vence a morte, é acreditar que a alegria é mais forte que a tristeza, porque Páscoa é Esperança, é Vida...

Viver ressuscitados é acreditar que o Amor fala mais alto do que as palavras da maldade e do individualismo, porque Páscoa é passar do egoísmo ao serviço fraterno.

Viver ressuscitados é lutar por um mundo mais solidário, é deixar Deus entrar na nossa vida, é acolher a Sua Palavra, porque Páscoa é atravessar o deserto da solidão para a Fé.

01Viver ressuscitados é ser capaz de mudar, de abrir o coração ao Amor e ao perdão, apesar dos "César e dos Pilatos" que às vezes nos atormentam, porque Páscoa é Esperança, é Confiança.

Viver ressuscitados é este esforço constante que fazemos, para sair da passividade e dar o nosso contributo para que o homem avance, abrindo os olhos como os discípulos de Emaús para uma esperança sempre nova e renovada.

Na Páscoa cantamos Aleluia, o louvor ao Amor Maior, que "rola a pedra" do sepulcro do nosso medo, das nossas tristezas, e nos faz sair do "túmulo" da passividade e partir, "em Missão", a anunciar com as palavras, e, sobretudo, com a própria vida a Ressurreição, mesmo que isto implique sair em socorro dos "gritos" dos mais débeis, dos pobres e excluídos das nossas ruas e nos deixarmos interpelar pela realidade à Luz da Palavra de Deus. A Galileia, onde Jesus Ressuscitado se manifestou aos Discípulos, é agora a nossa realidade, o meio onde nós estamos.

03Não basta que acreditemos que Jesus ressuscitou, que anunciemos a "Sua Ressurreição" em cada Eucaristia. É lugar comum dizermos que Cristo é presença ressuscitada na Igreja, na Palavra, na Eucaristia, nos sacramentos em geral, mas nem sempre testemunhamos essa Presença ressuscitada em nós, nos nossos gestos, no ajudar a "rolar das pedras" dos sepulcros dos medos, do egoísmo, dos individualismo e provar com a vida que o Cristo, em quem acreditamos, é um Cristo encarnado, que assume o pequeno e se deixa comover perante o sofrimento, que revela a misericórdia de Deus e faz nascer a Esperança e a alegria a quem se enganou nas "noites do mundo" e, como os discípulos de Emaús, precisam que alguém se sente à mesa com eles, partilhe o pão, com eles e dê luz nova às suas vidas.

Vivamos ressuscitados no esforço de educar, de evangelizar, de humanizar e, sobretudo, de dar a tudo isto aquela plenitude que Cristo deu pela sua Igreja viva, feita de amor, de comunidade, de esperança e de perenidade.

Não vivamos de qualquer maneira.

Vivamos ressuscitados.

Fátima Magalhães stj