PORTUGAL – PROVÍNCIA MARIA IMACULADA

imaculada8 de dezembro – Dia da Província

 

Maria Imaculada,

Invocamos-te com o coração em festa.

Agradecemos a vossa proteção maternal
e os benefícios que, por vossa mão, nos ofereceu o Senhor:

o exemplo e a exigência de santidade
do nosso Fundador, Santo Henrique de Ossó,
a fortaleza e a fidelidade das Irmãs que nos precederam,
todos(as) aqueles(as) a quem ajudamos
a conhecer e a amar Jesus.

 

 

 

Assim começou a nossa HISTÓRIA como Província:

No dia 13 de Maio do ano de 1945, no Noviciado de Cristo Rei em Braga cantou-se um solene "Te Deum" em ação de graças por terminar a guerra. [1] Foi um ano histórico não só por ser assinalado pelo final da segunda Guerra Mundial, mas também porque a Companhia de Santa Teresa de Jesus em Portugal constituiu-se como Província independente da Província do Sagrado Coração de Jesus/Espanha, com o nome de Província Maria Imaculada. Neste ano de 1945, no mês de Agosto, realizou-se o Capítulo Provincial em Espanha ao qual foram como Delegadas as irmãs portuguesas Albina e Benedita.

Em Novembro do mesmo ano realizou-se o VII Capítulo Geral da Companhia, no qual foi eleita Superiora Geral, a irmã Enriqueta Sanz, e por determinação do Capítulo Geral foi constituída a Província Maria Imaculada, em Portugal.

Foi nesse dia 21 de Novembro de 1945, que o Noviciado e colégios que formam a nova Província com o nome de «Maria Imaculada» a pedido do sétimo Capítulo Geral foram desmembrados da Província espanhola do Sagrado Coração, segundo consta no «Rescripto N.º 5.182 da Secretaria da Sagrada Congregação de Religiosos, com data de 13 de Fevereiro de 1946, assinado pelo Ex. mo Cardeal Pasetto. Dito «Rescripto» foi confirmado por Sua Eminência Rev.ma o Sr. Cardeal D. Alexandre Verde, Protetor do nosso Instituto.»[2]

No dia 28 de Outubro de 1946, a irmã Brígida Pérez, primeira Provincial da nova Província chegou ao Noviciado de Braga, onde ficará instalada a casa Provincial, até ao ano de 1972, quando mudou para Lisboa.

Nesse ano de 1946, no mês de Novembro, foi oficialmente constituída como «Província Maria Imaculada» no nosso País, através da aprovação das autoridades eclesiais e civis. No dia 22 de Novembro de 1946 foi entregue no Governo Civil de Braga pelo representante do Senhor Arcebispo Primaz de Braga um ofício no qual consta que, «De harmonia com o disposto no art.º 3.º da Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa de 7 de Maio de 1940, [...] se encontra canonicamente erecta em pessoa moral, com sede nesta cidade de Braga, a Província Portuguesa da Companhia de Santa Teresa de Jesus, organização religiosa denominada "Província Maria Imaculada". [3]

No mês seguinte, celebra-se no dia 8 de Dezembro com grande solenidade a Festa da Imaculada Conceição, a Padroeira de Portugal e da nossa Província.

Aliás, já desde o berço da nacionalidade, aquando da conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, havia sido celebrado um pontifical de ação de graças, em Lisboa, em honra da Imaculada Conceição.

Na Restauração de Portugal, em 1640, foi também em Vila Viçosa que D. João IV, filho dedicado e obediente da Santa Igreja e devotíssimo da Virgem da Conceição, perante a imagem de Nossa Senhora da Conceição ofereceu Portugal à Mãe Imaculada de Jesus, depondo a coroa real aos pés da Rainha do Céu que, doravante, seria também a Rainha de Portugal. A que era somente Padroeira de Vila Viçosa passou a ser Padroeira de Portugal.

As Aparições em Fátima, de Nossa Senhora aos três Pastorinhos, ocorridas no ano 1917 na Cova da Iria, entre Maio e Outubro desse ano, trouxeram uma nova vida e uma renovada devoção a Maria Imaculada, num país envolvido também na I Grande Guerra. As relações do Estado com a Igreja entraram num período de relativa acalmia. Na segunda metade da década de 20, Fátima afirmou-se e desenvolveu-se como santuário nacional, com importância crescente na restauração católica no país e na procura de concórdia nas suas relações com Estado [4]. A Companhia de Santa Teresa de Jesus volta a radicar-se em Portugal. Reabriram Colégios e formaram-se novas comunidades. As vocações foram florescendo e a devoção a Nossa Senhora foi sempre uma constante no nosso país, conhecido também por poetas e escritores como sendo a Terra de Santa Maria.

 

[1] Cf. Diário I, II do Noviciado de Cristo Rei, Braga

[2] Cf. AP. Correspondência, Superiora Geral, Enriqueta Sans, 1945-1957, Memória Anual 1946

[3] Cf. Ofício N.14-Processo C-4/13, Governo Civil do Distrito de Braga

[4] Cf. HISTÓRIA RELIGIOSA DE PORTUGAL, Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, direcção de Carlos Moreira Azevedo, vol.3, Círculo de Leitores, 1.ª Edição, Agosto de 2002, pp.152-155